Os reinos de Poseidônis

Território: a ilha de Poseidônis
A ilha-continente de Poseidônis –
também conhecida como Ruta ou Atlântida – tem uma área total de 3.430.000 km² (incluindo
o lago Tritônis, que tem uma área de 75.000 km²) e uma população de 210.000.000
de habitantes. Um terço da área e metade da população pertencem à Atlântida
propriamente dita e o restante está dividido entre nove reinos federados, cujos
soberanos governam seus domínios e suas dependências com autonomia, mas
obedecem ao comando do Atlas nas guerras e nas crises.
Também se costuma considerar como
parte do arquipélago da Atlântida as ilhas de Avalon (390.000 km², 8 milhões de
habitantes), Gopa (160.000 km², 9 milhões de habitantes), Ogígia (11.000 km²,
300.000 habitantes), o arquipélago das Hespérides (43.000 km², 600.000
habitantes), as Ilhas Abençoadas (25.000 km², 200.000 habitantes), a ilha de
Aiaia (2.000 km², 200.000 habitantes) e, às vezes, também a ilha de Daitya
(350.000 km², 20 milhões de habitantes). No total, são 4.411.000 km² e
248.000.000 de habitantes.
Governo: a federação atlante
Dos dez reis, cada um exerce o poder na parte que lhe cabe, e na sua cidade, comanda os cidadãos, faz a maioria das leis e pode castigar e condenar à morte quem quiser. Mas a autoridade dos reis uns sobre os outros e suas relações são reguladas pelos decretos de Posêidon. A tradição lhes prescreve isso, bem como uma inscrição gravada pelos primeiros reis sobre uma estela de oricalco, que se encontra no centro da capital, no templo de Posêidon.
Os reis aí se reúnem periodicamente,
a cada cinco, ou a cada seis anos, fazendo alternar regularmente os anos pares
e os anos ímpares. Nesta reunião, deliberam sobre os afazeres comuns, decidem
se qualquer um dentre eles cometeu qualquer infração e julgam.
Sobre a estela, além das leis, está gravado o texto de um juramento que profere os anátemas mais terríveis contra quem o violar. Depois de efetuarem o sacrifício conforme suas leis e consagrarem todas as partes do touro, enchem de sangue uma cratera e aspergem com um grumo deste sangue a cada um deles. O resto, lançam ao fogo, depois de haverem feito purificações em torno da estela. Em seguida, tomando sangue com taças de ouro, na cratera, e vertendo-o no fogo, fazem o juramento de julgar em conformidade com as leis inscritas sobre a estela, castigar quem quer que as tenha violado anteriormente, não infringir voluntariamente, para o futuro, nenhuma das fórmulas da inscrição, e só comandar e obedecer em conformidade às leis de seus pais. Cada um toma essa obrigação por si mesmo e para toda sua descendência.
Depois, bebe o sangue e remete a
taça como ex-voto ao santuário do deus. Após o que, toma uma refeição e
ocupa-se das outras obrigações necessárias.
Há, além disso, muitas outras leis
especiais sobre as atribuições próprias de cada um dos reis. As mais notáveis
são: não pegar em armas uns contra os outros; socorrerem-se sempre uns aos
outros, se um deles tentar, numa cidade qualquer, perseguir uma das dinastias
reais; deliberar em comum, como seus ancestrais, trocar suas opiniões a
respeito da guerra e de outros assuntos, deixando sempre a hegemonia à dinastia
de Atlas. Um rei não tem a autoridade de dar morte a nenhum dos de sua
dinastia, se essa não for a opinião de mais da metade dos dez reis.
Atlântida
Capital: Atlântis (6.127.000 h); População
(exclusive dependências): 100.000.000; Área (exclusive dependências):
1.100.000 km²; Grupos Étnicos: senzares (50%), tlavatlis (30%), kharis
(10%) e outros (10%).
Governo: O atual e 59º Atlas, rei-sacerdote herdeiro de uma dinastia milenar, exerce um poder quase absoluto sobre a capital e as forças armadas, mas as comunidades do interior governam-se com relativa autonomia sob um regime razoavelmente democrático. Há cerca de mil municípios autônomos no interior (600 dos quais na planície), cujas sedes são vilas ou pequenas cidades de cinco mil a 50 mil habitantes e cada um deles divide-se em dezenas de distritos rurais que também têm autonomia em relação a assuntos locais, num total de mais de 100 mil. A planície tem uma população total de 64 milhões de habitantes.
Cada um dos municípios da planície é um quadrilátero aproximadamente regular de vinte quilômetros de lado, separado dos vizinhos por canais navegáveis de trinta metros de largura. Os costumes, as festas, os cultos religiosos e a língua variam de um para outro. Na maior parte, são intensivamente cultivados, mas também incluem bosques, vilas e pastagens.
Povo: Os senzares são mais numerosos na capital e na planície e os tlavatlis nas montanhas; os kharis concentram-se na capital e nos portos comerciais. A elite governante é predominantemente senzar, mas oficialmente não há discriminação entre súditos de diferentes grupos étnicos. Crianças do povo, em princípio de qualquer origem, podem ser recrutadas para a classe superior se mostrarem atributos adequados – saúde, beleza física, inteligência e poderes mentais, principalmente clarividência.
Os atlantes são temidos por seu poderio mágico e militar, graças ao qual governam metade do mundo. São um povo orgulhoso, vaidoso e até egocêntrico.
Território: Todo o território é elevado e domina sobranceiro ao mar. Mas o terreno circundante à capital é plano. Esta planície rodeia a cidade, e esta é cercada de montanhas que se prolongavam até o mar. É plana, de nível uniforme e oblonga no conjunto; seus lados medem seiscentos quilômetros, e quatrocentos quilômetros, pelo meio, a partir do mar.
Esta região, em toda a ilha, está
orientada com a face para o Sul, e ao abrigo dos ventos do Norte. As montanhas
que a rodeiam ultrapassam em beleza quaisquer outras deste mundo. Há nessas
montanhas numerosas cidades, ricas em habitantes, rios, lagos, prados capazes
de alimentar inumeráveis bestas selvagens ou animais domésticos, florestas em
tão grande número e essências tão variadas que dão em abundância materiais
próprios para todos os trabalhos possíveis.
Esta planície, pela ação da natureza
e pela obra de muitos reis, durante período muito dilatado, foi transformada
como se segue. Tem a forma de um quadrilátero, alongado e de lados quase
retilíneos. Onde os lados se afastavam da linha reta, foi corrigida esta
irregularidade, cavando-se o fosso contínuo que rodeia a planície.
A profundidade, largura e
desenvolvimento deste fosso são difíceis de crer. É difícil acreditar que uma
obra saída das mãos do homem tenha tido, por comparação aos outros trabalhos
desse gênero, tais dimensões. Foi cavado com trinta metros de profundidade e
sua largura é constante, de duzentos metros. Como é cavado em torno de toda a
planície, seu comprimento é de dois mil quilômetros. Recebe os cursos d'água
que descem das montanhas, faz a volta à planície, retorna de um e de outro lado
para a cidade, e de lá, esvazia-se no mar.
Da parte mais alta desse fosso, canais retilíneos, com a largura aproximada de trinta metros, cortavam a planície, indo juntar-se ao fosso, perto do mar. Cada um deles dista dos outros vinte quilômetros. Para carregar para a cidade a madeira da montanha, e para levar, de barco, os outros produtos de estação, cavaram-se, a partir dos canais, derivações navegáveis, de direção oblíqua umas em relação às outras e em relação à cidade.
Os habitantes recolhem duas vezes
por ano os produtos da terra: no inverno, utilizam as águas do céu; no verão,
as que a terra dá, dirigindo sua corrente para fora dos canais.
No tocante aos homens da planície
aptos para a guerra, foi fixado que cada distrito fornece um chefe de
destacamento. O tamanho do distrito é de dois quilômetros por dois e há, no
total, sessenta mil. Quanto aos habitantes das montanhas e do resto do país,
são em número imenso, e todos, segundo suas localizações e as cidades, são
repartidos entre os distritos e sob o comando de seus chefes.
Cada chefe de destacamento fornece
para a guerra um sexto dos carros de combate, somando dez mil carros; dois
cavalos e seus cavaleiros, ou uma parelha de cavalos sem carro, comportando um
combatente montado encarregado de conduzir os dois cavalos, dois hoplitas; dois
arqueiros; dois fundibulários; três infantes ligeiros armados de atiradeiras;
três outros armados de dardos, e enfim, quatro marinheiros, para completar a
equipagem de mil e duzentos navios.
A planície, portanto, contribui para as Forças Armadas de Atlântida com 120 mil cavalos e 840 mil soldados, além de 240 mil marinheiros. Somando as tropas fornecidas pelas montanhas e pela capital, o exército atlante totaliza 200 mil cavalos, 1,4 milhão de soldados e 400 mil marinheiros.
Atlântis e a planície que a rodeia são terras de clima moderadamente quente e seco, chuvoso no inverno, comparável ao do interior paulista ou do planalto central brasileiro: a temperatura média é de 22° C, sobe a 29°C no verão, cai a 15°C no inverno e não neva. Nas montanhas, o clima é mais frio e em altitudes acima de 1.500 metros e neva abundantemente no inverno. O degelo, no início da primavera, provoca uma forte cheia dos rios que abastecem os canais. Estes alagam parcialmente, irrigam e fertilizam grande parte dos campos cultiváveis, como ocorria no antigo Egito às margens do Nilo.
As montanhas culminam no monte Atlas, com 6.715 m de altitude, em cujas encostas nascem numerosos rios, caudalosos e encachoeirados, que só podem ser navegados poucos quilômetros antes de se aproximarem da grande planície ou do lago Tritônis (75.000 km², incluindo a ilha de Tritéia, com 5.000 km²), que se comunica através de um rio navegável com o sistema de canais da planície, que outrora foi um grande pântano. Grandes crocodilos e plesiossauros nadam nos canais e no lago, enquanto elefantes domesticados auxiliam o trabalho nos campos
O reino de Atlântida governa através de governadores coloniais a ilha de Telema, a maior parte da Etiópia e do Continente Ocidental e parte da Índia. Exerce diretamente o protetorado sobre as ilhas Ogígia, Aiaia e Hespérides e também sobre Daitya, Themiskyra e os reinos do Egito e da Caldéia. Considerando também seu poder sobre os demais reinos de Poseidônis e seus domínios ultramarinos, comanda uma esfera de influência que se estende por metade do planeta.
Eumelos
Capital: Gadiros (2.096.000 h); População (exclusive dependências): 32.000.000; Área (exclusive dependências): 445.000 km²; Grupos Étnicos: fomoris (60%), senzares (20%), tlavatlis (10%), kharis (5%), outros (5%).
Governo: Eumelos é o segundo dos reinos de Poseidônis em riqueza e poderio. Seu soberano administra, além do seu próprio reino, também a Terra Gadírica, das Colunas de Hércules à Tirrênia. É um Estado mais centralizado e autoritário que o da Atlântida; divide-se em vinte províncias cujos governadores são nomeados pelo rei. As vilas e cidades, porém, têm alcaides e conselheiros eleitos pelo povo.
Povo: Os habitantes de Eumelos e, principalmente, os cidadãos de sua capital Gadiros, são conhecidos como alegres e sensuais. Adoram música, dança, arte e espetáculos circenses e são profundamente devotados à família e à deusa-mãe. Dançar com touros, ou taurorquese, é o esporte nacional: numa arena, os dançarinos brincam com os touros e fazem cambalhotas sobre seus chifres, mas não o matam. É também um povo orgulhoso, leal e corajoso, disposto a lutar e matar pelo que considera questões de honra.
Território: O clima é mediterrâneo, ligeiramente menos quente que o de Atlântida. O território divide-se entre montanhas, colinas e vales férteis, principalmente o do caudaloso rio Eumelos, navegável quase até a fronteira de Atlântida. Há densos bosques, cheios de touros selvagens, ursos, lobos, veados e javalis.
Mestor
Capital: Múrias (150.000 h); População:
6.200.000; Área: 145.000 km² (incluindo as ilhas Afortunadas); Grupos
Étnicos: fomoris (90%), tlavatlis (4%), elfos (3%), senzares (2%), kharis
(1%).
Governo: Mestor é um reino pequeno e sem domínios ultramarinos, mas, politicamente, tem uma influência sobre o Império maior do que seu tamanho justificaria. Seu maior trunfo é a aliança com os elfos que governam as Ilhas Abençoadas e colocam à disposição do Reino poderes mágicos que podem ser muito úteis ao Império Atlante – ou para defender-se de eventuais intromissões de outros reinos ou do próprios Atlas nos seus assuntos internos.
Povo: Fisicamente muito semelhante ao de Eumelos, mas mais pacato, religioso e contemplativo. Fidelidade e hospitalidade são valores carinhosamente cultivados.
Território: Clima mediterrâneo e semelhante ao de Eumelos, com terras ainda mais férteis e bem irrigadas. As ilhas Afortunadas (25.000 km², 200.000 habitantes, quase todos elfos), são ainda mais paradisíacas: não há animais perigosos, seu clima é estável e as raízes comestíveis e árvores frutíferas são tão abundantes que não é necessário cultivar a terra.
Elasippos
Capital: Romemna (200.000 h); População:
8.000.000; Área: 120.000 km²; Grupos Étnicos: tlavatlis (40%),
hiperbóreos (40%), fomoris (10%), senzares (5%) e outros (5%).
Governo: Elasippos é o mais democrático dos reinos de Poseidônis. A função do rei é praticamente limitada ao aspecto cerimonial. O verdadeiro poder político pertence a um Conselho Popular de representantes eleitos pelos mercadores e pelos camponeses, sujeito apenas em certos casos ao veto do Senado, formado pelos principais nobres e sacerdotes.
Povo: Próspero e industrioso. Sua riqueza provém da exportação de queijos finos, manufaturas e objetos de luxo para Atlântis, Gadiros e outras ricas cidades do Império.
Território: Territorialmente é o menor dos reinos de Poseidônis e não possui domínios ultramarinos. Tem clima temperado, terras baixas e planas, apropriadas para a agricultura e para a criação de gado leiteiro. As florestas temperadas produzem madeira de boa qualidade.
Autóctonos
Capital: Fálias (500.000 h); População
(exclusive dependências): 12.000.000; Área (exclusive dependências):
310.000 km²; Grupos Étnicos: hiperbóreos (90%), senzares (10%).
Governo: Autóctonos é governado essencialmente através das Forças Armadas e o rei é em primeiro lugar o general supremo. Servir ou ter servido as Forças Armadas é a condição essencial para ser um cidadão livre e uma carreira de oficial do Exército ou da Marinha é o principal caminho para a ascensão social. O papel militar das tropas de Autóctonos como eficaz força auxiliar do Exército atlante é seu principal trunfo na política imperial.
Povo: O povo de Autóctonos é disciplinado, estóico e guerreiro. A glória militar é o seu maior valor.
Território: Montanhoso e de clima frio, coberto em grande parte por florestas de pinheiros. Lobos e ursos são comuns. Através de várias guerras, os reis guerreiros de Autóctonos conquistaram e dominaram a maior parte dos antigos domínios da civilização hiperbórea e ainda sonham conquistar o que resta, a ilha de Thule. Seu domínio sobre a ilha de Avalon (390.000 km², 8 milhões de habitantes), porém, está longe de ser total: o povo da ilha continua fiel à grã-sacerdotisa, cujos poderes mágicos são respeitáveis. O rei de Autóctonos limita-se a recolher seus impostos e patrulhar as costas, deixando à grã-sacerdotisa a responsabilidade pelo governo local.
Amferes
Capital: Númar (30.000 h); População
(exclusive dependências): 7.000.000; Área (exclusive dependências):
185.000 km²; Grupos Étnicos: tlavatlis (40%), hiperbóreos (40%),
neoatlantes (30%).
Governo: Amferes é um território feudal, governado por nobres semi-independentes, cujo rei é essencialmente o maior proprietário de terras e o seu representante junto ao Atlas. A capital do reino, chamada Númar ou Andunie, é o burgo administrativo das terras do rei, menor, menos conhecida e economicamente muito menos importante que o porto de Eldalonde, um pouco mais ao norte. Esta próspera cidade semi-independente de 300 mil habitantes na foz do rio Nunduine, governada por um conselho de mercadores, também é notável pela beleza natural de sua região, que faz dela um dos centros turísticos mais procurados pelos nobres e mercadores de Atlântis.
Povo: O povo de Amferes é trabalhador e submisso a seus senhores. A agricultura e a pesca são suas principais atividades econômicas.
Território: Formado principalmente por florestas e colinas temperadas.
Mneseas
Capital: Armenelos (50.000 h); População:
4.000.000; Área: 285.000 km²; Grupos Étnicos: hiperbóreos (40%),
tlavatlis (30%), neoatlantes (20%) e senzares (9%).
Governo: Mneseas é governado através de uma rede de templos e monastérios e seu rei é também o sumo-sacerdote hereditário do culto místico do Tau. Essa religião está difundida por todo o Império Atlante, mas só em Mneseas é hegemônica. No restante do Império, é um culto minoritário em meio à maioria pagã, que vê seus seguidores com certa desconfiança. Há muitos nobres pagãos que temem ver seus filhos abandonarem carreiras promissoras para internarem-se nos mosteiros do Tau. Afirma-se que os seguidores do Tau consideram seu sumo-sacerdote o único governante legítimo do Império Atlante. A verdade é que ele próprio reconhece a liderança política e militar do Atlas, mas tem a esperança de tornar-se o chefe religioso do Império convertendo o Imperador da Atlântida à sua religião.
Povo: Na grande maioria são camponeses, extremamente religiosos e respeitosos dos monges e sacerdotes da religião do Tau. Esse clero forma 10% da população.
Território: É o único reino de Poseidônis que não tem acesso ao mar. Montanhoso e belo, mas pouco produtivo, a não ser nos estreitos vales férteis. O clima é temperado, tendendo a frio nas montanhas, onde está a maioria dos monastérios.
Evaimon
Capital: Górias (1.090.000 h); População (exclusive dependências): 13.000.000; Área (exclusive dependências): 265.000 km²; Grupos Étnicos: tlavatlis (50%), senzares (40%) e kharis (10%).
Governo: Evaimon é basicamente uma liga de cidades-estado aristocráticas, dominada pela grande cidade de Evaimon, que controla a metade do comércio e da população do “reino”. O “rei” é, na prática, apenas o embaixador hereditário dessas cidades junto ao Atlas. Górias, assim como as cidades menores, é governada por um conselho, cujos assentos, quase todos nas mãos de grandes famílias de mercadores, são adquiridos por herança ou comprados.
Povo: O povo de Evaimon – não só os mercadores e os grandes proprietários de terra, como também os camponeses e pescadores – dá uma grande importância à prosperidade material. Seu prazer é acumular e ostentar tanta riqueza quanto possível.
Território: Uma estreita faixa de terra, de clima ameno, mas relativamente árido, salvo nos vales irrigados pelos rios que descem das montanhas. Os mercadores de Evaimon controlam uma grande parte do norte do Continente Ocidental ou Amerríqua, cujas riquezas explora sistematicamente.
Diaprepes
Capital: Ys (200.000 h); População:
10.000.000; Área: 295.000 km²; Grupos Étnicos: senzares (100%).
Governo: A monarquia é absoluta e detém a propriedade de todas as terras e riquezas naturais. O rei chefia uma burocracia que controla a produção e a vida dos súditos nos menores detalhes e, em troca, providencia proteção contra a fome e a pobreza. Como em Atlântida, as crianças talentosas são recrutadas para a casta superior.
Povo: O povo de Diaprepes é trabalhador, sério e taciturno, salvo nas grandes festas, quando relaxam bebendo e consumindo drogas.
Território: Na maior parte, constituído de savanas pouco férteis, onde vivem leões, gazelas, elefantes e hienas. A população se concentra nos vales férteis, que são intensivamente cultivados.
Azaés
Capital: Fínias (500.000 h); População
(incluindo a ilha de Gopa): 27.000.000; Área (incluindo Gopa): 320.000
km²; Grupos Étnicos: tlavatlis (95%), senzares (3%) e kharis (2%).
Governo: O rei, os nobres, os sacerdotes, os mercadores e o povo comum dividem e disputam continuamente o poder, sem que qualquer dos partidos obtenha uma hegemonia duradoura. Golpes, contragolpes e revoluções são comuns. Formalmente, a monarquia tem sido preservada, pois afastar o rei pela força daria ao Atlas o pretexto que procura há muito tempo para intervir e impor um governo estável a esse turbulento satélite. Entretanto, muitos reis de Azaés já foram forçados a abdicar em benefício de algum outro membro da família real que esteja mais afinado com o partido que no momento esteja em ascensão.
O que há de mais estável em Azaés é a administração colonial do vice-reino de Antília (também conhecida como Tlapallan): evita-se ao máximo que as turbulências políticas da capital perturbem a coleta dos tributos e a exploração de suas riquezas. O cargo de vice-rei de Antília é quase tão importante quanto o do próprio rei e o mais disputado pelos partidos em luta.
Povo: Rebelde, aventureiro, individualista e independente, amante da música e da dança.
Território: Basicamente uma selva tropical, onde grandes clareiras foram abertas para o cultivo. Pertence ao reino a ilha de Gopa, que representa a metade do território e um terço da população, notável pela sua fauna particularmente rica. Controla a maior parte do outrora poderoso Império Tlavatli de Antília, incluindo suas dependências nas ilhas e costas do Caribe.
Daitya
Capital: Társis (2.355.000 h); População
(exclusive dependências): 20.000.000; Área (exclusive dependências):
350.000 km²; Grupos Étnicos: kharis (80%), senzares (10%), tlavatlis
(10%).
Governo: Daitya é um domínio do Imperador da Atlântida e não propriamente um membro da federação, mas pela sua importância e relativa autonomia política é às vezes considerada como o 11º reino do Império. O poder é dividido entre o vice-rei designado pelo Imperador da Atlântida, que é responsável pela defesa e pela coleta de impostos; o grão-mestre da guilda dos mercadores de Társis; e o grão-mestre da guilda dos magos.
Povo: A elite de Daytia é conservadora, preserva a cultura, a religião e as técnicas mágicas do extinto império acadiano e dá pouco valor às novas idéias trazidas de Atlântida. Seu povo tem a fama de ser avarento, mas competente e honrado nos negócios. Daytia é um dos principais centros financeiros do Império Atlante e possui instituições de crédito que têm contatos (geralmente através dos mercadores kharis) com todas as partes do mundo. Suas reservas de ouro só perdem em opulência para o tesouro do próprio Atlas.
Território: Formado por uma grande ilha tropical. Seu interior continua em grande parte selvagem, pouco acessível e habitado por povos primitivos.